sexta-feira, 5 de abril de 2013
Por isso, o Ministério da Saúde lançou recentemente novas Diretrizes para a Triagem Auditiva Neonatal. As orientações trazem informações detalhadas sobre como proceder quanto à triagem do exame, monitoramento e acompanhamento do desenvolvimento da audição e da linguagem, diagnósticos e reabilitação da criança. A coordenadora da Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, Vera Mendes, fala que o diagnóstico precoce e bem realizado é fundamental para a reabilitação da criança.
“Então, eu preciso fazer a triagem auditiva neonatal na maternidade. Para isso, eu preciso qualificar, eu preciso equipar essas maternidades. Elas precisam estar aptas a fazer isso. E aí, a gente fala no protocolo desde o que fazer, em que situações, quais são as situações de risco, até após a triagem para onde encaminha. O bebê triado, se ele falhar, está o desenho para onde tem que encaminhar, para o centro de referência que vai fazer a re-testagem que vai confirmar no diagnóstico a deficiência auditiva ou não, que depois vai seguir com protetização e com a reabilitação”.
As novas recomendações foram lançadas durante a terceira Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e fazem parte do plano Viver sem Limite, lançado há um ano pelo governo federal.
Rede Cegonha – A triagem auditiva neonatal é oferecida pelo SUS por meio da estratégia Rede Cegonha. Lançada em março de 2011 pelo Ministério da Saúde, ela objetiva dar a assistência necessária às gestantes e seus filhos. Composta por um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê.
Fonte: Alexandre Penido / Web Rádio Saúde
quinta-feira, 4 de abril de 2013
ORIENTAÇÕES E PREVENÇÃO DE DST AOS ADOLESCENTES DA E.M. FRANCISCO CALDEIRA DE ALVARENGA, PROFESSORA NATALIA FERNANDES DA ACADEMIA CARIOCA DA SAÚDE JUNTO COM OS AGENTES DE SAÚDE SHEILA E CARLOS DA UNIDADEREALIZOU NESSA MANHÃ UMA PALESTRA SOBRE O TEMA DST.
Prevenir tem fundamental importância nas
comunidades visadas, visto o alto índice de gravidez
na adolescência e infecção DST/Aids nessa faixa
etária.
O trabalho de prevenção será levado aos que não
têm acesso a essas informações, por questões de
vulnerabilidade individual ou programática.
A criança e o adolescente tem direito à afetividade
e a sexualidade. Para combater o abuso contra um
direito é preciso promover ações afirmativas em
favor desse direito como a orientação sexual
O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (02), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a Diretriz de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA). A diretriz trará pela primeira vez uma tabela com indicadores do desenvolvimento infantil e sinais de alerta para que médicos do Sistema Único de Saúde possam fazer uma identificação precoce do autismo em crianças de até três anos.
“O tratamento precoce do TEA é muito importante no desenvolvimento da criança que possui autismo. Com isso é mais fácil encaminhá-la para os primeiros atendimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Além da tabela, o Ministério irá disponibilizar para os profissionais de saúde instrumentos de uso livre (sem obrigatoriedade do pagamento de direitos autorais) para o rastreamento/triagem de indicadores de desenvolvimento que possam diagnosticar o TEA.
Tratamento – Após o diagnóstico do paciente e a comunicação à família, inicia-se a fase do tratamento e da habilitação/reabilitação nos pontos de atenção da Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência. O autismo implica em alterações de linguagem e de sociabilidade que afetam diretamente – com maior ou menor intensidade – grande parte dos casos. O paciente também pode sofrer limitação de suas capacidades funcionais e nas interações sociais, o que demanda cuidados específicos e singulares de acompanhamento médico, habilitação e reabilitação ao longo das diferentes fases da vida.
“A forma de tratamento, respeitando a singularidade e a especificidade de cada paciente, é fundamental para êxito do cuidado à pessoa que sofre de autismo. Essas diretrizes estão trazendo essa possibilidade”, diz o Secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães.
É exatamente o grau de intensidade do transtorno que irá definir o tratamento dos pacientes. Aqueles com menor intensidade deverão ser tratados nos Centros Especializados de Reabilitação (CER) do SUS. Hoje existem no País 22 CER em construção, 23 em habilitação e 11 convênios de qualificação para que entidades que já funcionam, passem a funcionar como CER.
Já os pacientes com uma intensidade maior do transtorno serão encaminhados para centros específicos que serão habilitados pelo Ministério da Saúde em todo País.
Os investimentos fazem parte do plano Viver Sem Limite, que apenas ano passado investiu R$ 891 milhões na saúde da pessoa com deficiência. Até 2014 a previsão é que o programa tenha investido R$ 1,4 bilhão em três anos.
A diretriz é resultado do esforço conjunto da sociedade civil e do governo brasileiro. Coordenado pelo Ministério da Saúde, um grupo de pesquisadores e especialistas e várias entidades, elaborou o material, oferecendo orientações relativas ao cuidado à saúde das Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo, no campo da habilitação/reabilitação na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. A diretriz será distribuída em todo Sistema Único de Saúde.
Fonte: Zeca Moreira / Agência Saúde
quarta-feira, 3 de abril de 2013
O CMS Dr. Décio Amaral Filho e a CAP 5.3 convida os moradores de Urucânia para a Ação em Rede!
O evento é uma parceria com diversos órgãos públicos afim de promover Cidadania.
As atividades realizadas serão:
- Emissão do Registro de Nascimento Civil 1ª e 2ª via;
- Emissão de CPF;
- Carteira de Identidade;
- Carteira de Trabalho;
- Atualização de vacina;
- Promoção da Saúde;
A Defensoria Pública, também, participará do evento orientando a população quanto à: casamento, pensão alimentícia, separação, reconhecimento de paternidade, entre outros assuntos.
Data: 06/04/2013
Horário: 9:00h às 15:00h
Local: CMS Dr. Décio Amaral Filho - Rua Cilon Brum s/nº - Urucânia
Por: Cap 5.3 (editado)
terça-feira, 2 de abril de 2013
O papiloma vírus humano (HPV) não é apenas um vírus e sim uma família com cerca de 200 tipos. Classificados por ‘alto’ ou ‘baixo’ risco de câncer, a maioria é sexualmente transmissível e pode provocar lesões na pele ou mucosa. Os de alto risco, geralmente, estão relacionados a tumores malignos e são eles que causam 90% dos cânceres de colo de útero. Alguns estudos indicam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas, no mundo, serão infectadas por um ou mais tipos de HPV, em algum momento da vida.
A transmissão do papiloma acontece por meio do contato direto com a pele infectada. Os HPV genitais são transmitidos em relações sexuais, podendo causar ferimentos na vagina, colo do útero, pênis e ânus. O uso da camisinha é a maneira mais eficaz para reduzir a possibilidade de contágio. Por isso, a utilização do preservativo é recomendada em qualquer tipo de relação, mesmo naquela entre casais estáveis.
A maioria das infecções do HPV é combatida espontaneamente pelo sistema imunológico. Mas nem sempre os anticorpos são capazes de eliminar o vírus. As infecções mais comuns são as verrugas, popularmente conhecidas como “crista de galo” e são tratadas com cauterização. Entretanto, são as infecções que não apresentam sintomas que podem progredir e gerar o câncer do colo do útero.
A coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher do MS, Esther Vilela, garante que medidas estão sendo tomadas para que o diagnóstico seja ainda mais preciso. “O Ministério da Saúde está investindo no controle de qualidade dos laboratórios que realizam os exames de prevenção, pois a qualidade do resultado deles interfere diretamente no laudo. E se esse resultado for positivo para HPV, nós temos uma lesão precursora e temos que tratá-la antes de virar um câncer”, diz Esther.
A doença matou mais de cinco mil mulheres em 2011. A coordenadora explica porque esse número ainda é alto: “As mulheres não precisam morrer de câncer de colo de útero. Nós temos que romper a barreira do preconceito por falta de acesso a informação e ao exame de prevenção. Se as mulheres que tem de 25 a 64 anos fizerem anualmente o exame ginecológico, preventivo, podemos tratar dos casos no inicio e esses números de óbitos vão reduzir”.
Tratamento – Diversos tipos de tratamento são oferecidos pelo SUS, inclusive o tratamento com laser e o procedimento cirúrgico. Entretanto, é o médico que recomenda a conduta mais adequada, após a avaliação de cada caso.
Transmissão do homem para a mulher – O fato de o homem ter tido relação sexual com uma mulher infectada pelo HPV não significa que ele transmitirá a infecção. Entretanto, é recomendado que os homens procurem um urologista para realizar a peniscopia ou o teste de biológico que detecta a presença do DNA do HPV.
Mulheres grávidas – A grávida tem o sistema de defesa mais baixo e pode ser mais receptível a desenvolver o vírus. Mas a ocorrência de HPV durante a gravidez não implica, obrigatoriamente, na má formação do feto e não impede o parto normal ou a cesariana.
Camilla Terra / Blog da Saúde
segunda-feira, 1 de abril de 2013
A obesidade é um fator de risco para a saúde e tem forte relação com altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e casos de pré-diabetes. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (19), o Sistema Único de Saúde (SUS) gasta anualmente com doenças associadas à obesidade cerca de R$ 488 milhões de reais.
Para estimular hábitos de vida saudáveis, o Ministério da Saúde criou o Programa Academia da Saúde. O objetivo é criar espaços adequados para a prática de atividade física, orientação nutricional, oficinas de artes cênicas, dança, palestras e demais atividades que promovam modos de vida saudáveis, e a prevenção e redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT).
Segundo a diretora do Departamento de Análise de Situação em Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta, quatro mil unidades da Academia da Saúde estarão instaladas em todo o país até 2014. A previsão é que até o final de 2013, 2.600 polos já estarão prontos. “Teremos profissionais de saúde que irão estimular a população a praticar atividade física e desenvolver também hábitos e práticas saudáveis. Com isso, buscaremos com que as pessoas se tornem mais ativas e insiram o tema e a prática da atividade física no seu dia a dia”, explica. Os polos da Academia da Saúde contam com educadores físicos, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais da saúde.
A atividade física, além de prevenir o excesso de peso e diminuir o nível de gordura no sangue, auxilia no aumento do HDL (colesterol bom), fundamental para o bom funcionamento do organismo.
Obesidade – A obesidade é um fator de risco para a saúde e tem forte relação com altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e casos de pré-diabetes. Pessoas obesas também têm mais chance de sofrer com doenças cardiovasculares, principalmente isquêmicas (infarto, trombose, embolia e arteriosclerose), além de problemas ortopédicos, asma, apneia do sono, alguns tipos de câncer, esteatose hepática (gordura no fígado) e distúrbios psicológicos.
De acordo com a última pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), divulgada pelo Ministério da Saúde, quase metade da população brasileira está acima do peso (48,5%). O estudo mostrou ainda que também houve um aumento no número de obesos. Em 2006 eram 11,4%, e em 2011 este número chegou a 15,8%.
Quando se trata das crianças, os dados também são alarmantes. Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009 (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 34,8% das crianças com idade entre 5 e 9 anos estão acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. Já na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros apresentam excesso de peso – em 1970, este índice estava em 3,7%. Neste grupo, o índice de massa corporal (IMC) — razão entre o peso e o quadrado da altura — deve ficar entre 13 e 17.
Para a OMS, esses índices representam uma mudança do padrão de consumo alimentar atual, que está baseado na excessiva ingestão de alimentos ricos em açúcares simples, gorduras saturadas, sódios e conservantes, e está pobre em fibras e micronutrientes.
“A gente também entende a obesidade como uma doença em si, que traz repercussões sobre a diminuição da qualidade de vida das pessoas, diminuição da autoestima e dessa forma tem os seus determinantes. Por isso é tão importante ter uma resposta específica para a obesidade”, afirma Patrícia Jaime, coordenadora da Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.
Ilana Paiva / Blog da Saúde



